terça-feira, 5 de abril de 2011

Entrevista Revista ProXXIma

Este mês concedi uma entrevista para Maria Fernanda, repórter da revista ProXXIma, do grupo Meio&Mensagem.

Veja o texto na íntegra:

MF:
Como pai, como você procede com o seu filho na web?

Plínio:
Tenho um filho de 4 anos que ainda não acessa a Internet, e uma filha de 10 que já vem usando ativamente a pelo menos 2 anos. Minha filha pode usar alguns recursos com restrições, por exemplo, ela pode fazer pesquisas na Internet, mas o navegador Web no computador dela está com filtro habilitado, desta forma não retornam links com pornografia ou outros assuntos não apropriados para crianças. Ela tem email, mas só pode passar o endereço para pessoas da família ou amigos da escola. Ainda não permito o uso de comunicadores instantâneos como MSN, Skype e outros desse tipo. Ainda não permitimos, também, o uso das redes sociais.

MF:
Ele já utiliza a web? Desde quando começou a orientá-lo?

Plínio:
Minha filha tem computador a uns 3 anos, desde então começamos a orientá-la sobre os perigos da Internet. Eu uso a comparação que a Internet é como deixar a janela do quarto dos seus filhos aberta durante a noite. É muito perigoso! Conversamos sobre isso com a minha filha, e procuramos evitar que ela uso os recursos mais perigosos.

MF:
Quais são os perigos que as crianças estão expostas na web?

Plínio:
O pior é realmente serem atraídas por pedófilos. Esse é um perigo real, por isso, devemos evitar que as crianças utilizem recursos com os quais elas possam ser contatadas diretamente (MSN, Skype e redes sociais). Mesmo o uso de emails deve ser monitorado de perto. Além disso, temos o risco da exposição a assuntos que não devem fazer parte do mundo infantil (guerras, sexo, violência em geral), por isso temos que ativar os filtros nos buscadores e criar uma lista de sites seguros que a criança pode visitar. Deixar essa lista nos links favoritos e ensinar como utilizar.

MF:
Na sua opinião, os pais realmente sabem o que seus filhos estão fazendo na internet, quanto tempo passam online e o que acessam?

Plínio:
Não, não sabem. Eu mesmo tive surpresas... Por isso é bom não abaixar a guarda. As crianças não podem utilizar o computador em ambiente de difícil acesso, por exemplo, quarto com a porta fechada. O ideal é deixar o computador em um local de movimento da casa, ou em um ambiente que possa ficar sempre aberto. De vez em quando é bom acessar o computador e olhar logs e outros relatórios. Não deixe de fazer isso...

MF:
Quais dicas dar aos pais para que possam proteger seus filhos?

Plínio:
Acompanhem seus filho de perto. Principalmente na transição da infância para adolescência. Estamos vivendo uma fase muito diferente na história da computação, nunca antes tivemos tantos recursos para compartilhar informações pessoais na Internet. Há alguns anos somente os mais interessados por tecnologia mantinham blogs ou sites, agora qualquer um pode criar um perfil em uma rede social e começar a postar informações pessoais a partir de um telefone celular. Isso cria um nível de exposição nunca antes experimentado. Hoje um jovem vai achar o máximo publicar uma foto dele em uma festa, mas essa foto vai ficar lá para sempre. Mesmo se ele apagar a foto do seu perfil em uma rede social essa foto já foi indexada por algum mecanismo de busca e já foi copiada para algum servidor na Internet. Essa foto provavelmente nunca vai desaparecer. Daqui a dez ou vinte anos essa foto vai continuar rodando na Internet e nesse momento pode ser que a pessoa já não queira mais ser lembrado por aquela festa.

MF:
Como explicar às crianças que os pais devem ter acesso ao que eles fazem na web?

Plínio:
Essa é a regra do jogo... Acho que a base dessa conversa deve ser os perigos que a Internet representa. A pessoa precisa de maturidade para entender as conseqüências do que se faz na Internet e essa maturidade demora para vir. Portanto no inicio devemos acompanhar de perto.

MF:
Como os pais devem proceder ao perceberem que o filho foi vítima de algum tipo de abuso na internet?

Plínio:
Depende muito do que estiver acontecendo. Devemos primeiro conversar com a criança e ver até onde o problema chegou e como começou. Se não foi algo muito sério deve-se procurar evitar que volte a ocorrer, se foi algo mais sério deve-se buscar ajuda com pessoas competentes, advogados ou mesmo a polícia.

MF:
Parece que a velha máxima de “não fale com estranhos” não vale para a internet, pois pesquisas mostram que as crianças fazem amigos virtuais. Como proceder?

Plínio:
A regra vale sim. É a regra mais sagrada que pode existir.

MF:
Os pais devem bloquear o acesso das crianças?

Plínio:
Bloquear não, pois esse acesso é inevitável. Mas devemos restringir e acompanhar. Liberando mais recursos a partir do momento que a criança tiver maturidade para entender o que está fazendo.

MF:
Mais algum comentário professor:

Plínio:
Alguns sistemas operacionais, como o Mac OS X, que eu utilizo, permitem que alguns recursos do computador sejam limitados. Como acesso a webmail por exemplo, ou sites específicos. Acho importante que os pais procurem saber se o sistema que eles utilizam permite esse tipo de restrição e se permitir configurem as restrições apropriadas para seus filhos.

Verdades Menos Conhecidas sobre Programação

Achei esse texto bem interessante e trabalhei com ele na
minha disciplina sobre Modelagem de Software:

Some lesser-known truths about programming

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domingo, 3 de abril de 2011

Nova Turma Confirmada

Nova turma do curso de Especialização em Engenharia de Software da Unimep inicia em 16 de Abril.

Ainda dá tempo de se matricular: http://www.unimep.br/gdc_cursos_conteudo.php?cod=105

Abraços,
Prof. Dr. Plínio Vilela

sábado, 2 de abril de 2011

Vaga Programador Rails

Programador(a) Rails Super Excelente
07/01/2011 (Obs.: recompensa de R$6k para quem recomendar uma pessoa -
e fizer as apresentações, óbvio - e a gente de fato contratá-la.)

O Umamão (umamao.com) é uma startup de ex-alunos da Unicamp focada em
construção colaborativa de conhecimento livre. Queremos mudar o mundo
e crescer agressivamente e, para isso, procuramos os melhores! (Se
você não mora em Campinas, a gente te ajuda a se mudar; leia abaixo.)

## Quem somos nós (pessoas)

* Helder Ribeiro, fundador e "o cara com a visão". Trabalhou na
startup alemã Qype, líder europeia do segmento de resenhas de lugares.
Trouxe a empresa para o Brasil em 2008, onde é hoje a primeira do
ramo;
* Arthur Amorim, formado em primeiro lugar na turma em Engenharia de
Computação, com duplo diploma pela École Polytechnique e estágio de
pesquisa na Universidade de Cambridge;
* Gustavo Sacomoto, formado em primeiro lugar no curso de Ciências
Moleculares da USP, atualmente terminando mestrado em Computação pelo
IME-USP.


## Quem é você

* Inteligente *pra caramba* e manja *muito* de tecnologias web;
* Tem paixão por complexidade, estruturas de dados, análise de
algoritmos, aprendizado de máquina, sistemas distribuídos *E* programa
que nem um louco;
* Generalista: topa mexer em tudo do back-end ao front-end;
* Quer ter um impacto real no mundo e ver seu trabalho usado por milhões.

*Você será a primeira contratação e ajudará a estabelecer a cultura da
empresa*. Queremos alguém que se importe com código bonito e saiba
testar; que procure sempre otimizar seu processo de desenvolvimento e
suas ferramentas; que tenha liderança e iniciativa, e um sólido
histórico de *coisas feitas* (contribuições em software livre e
projetos bizarros em linguagens esotéricas são um grande plus).

Obrigatório:

* Conhecimento muito forte de Ruby e Rails (tem patch aceito em algum
deles (opcional), grep mais código-fonte são sua documentação, sabe de
onde vêm e como funcionam as "magias negras" do Rails de trás pra
frente);
* Experiência com código de verdade em produção;
* Habilidade de debugging excelente (i.e. já teve que caçar um bug
maldito com o site em produção quebrado; achou e matou, todos
regozijaram);
* Forte conhecimento de *nix;
* Fundamentos sólidos de Ciência da Computação (!= diploma).

Desejável:

* Experiência forte com TDD/BDD, RSpec, Cucumber, Selenium, etc.;
* Falar e escrever muito bem em português e inglês;
* Participação significativa em ferramentas de construção colaborativa
de conhecimento (StackOverflow, Wikipédia, fóruns, listas de email);

## Tipos de desafio

Alguns exemplos de coisas que você terá que fazer com a gente:

* Importar e manipular eficientemente corpora da Wikipédia e da
Freebase (como você ordena 30Gb de dados com 4Gb de RAM? E em 20
computadores?);
* Desenvolver algoritmo de recomendação baseado em inferência
semântica de texto;
* Espremer milisegundos da aplicação web (speed is a feature);
* Implementar atualizações em tempo real com WebSockets/Comet;
* Escrever servidor em C++ para busca rápida (autocomplete) em uma
quantidade enorme de strings (que estrutura de dados você usaria?);
* Projetar e implementar infraestrutura distribuída baseada em
serviços na "nuvem" (estamos no Rackspace, queremos mudar para Heroku
+ AWS);
* Projetar e implementar interface otimizada para dispositivos móveis;
* Escrever extensões para browsers;
* Criar algo novo e nos surpreender.


## Quem somos nós (software e processo)

* Usamos Ruby/Rails, JS/JQuery, MongoDB e um pouquinho de C++;
* Temos pitadas de RSpec e Cucumber, mas queremos aumentar isso MUITO
(objetivo é Continuous Deployment);
* Usamos Git (nosso código está aqui: github.com/umamao) e Pivotal Tracker;
* Não somos extremistas, mas gostamos de Agile/Scrum e queremos levar
nosso processo mais para essa direção;
* Adoramos Linux e Software Livre (se você curte Mac também sem problema).

## Benefícios
* R$5-10k/mês + quotas da empresa (tudo negociável);
* Auxílio relocação: salário dobrado + hospedagem no primeiro mês;
* R$10k para você montar seu setup (se quiser comprar tudo em
monitores e usar seu próprio laptop, show);
* Open bar de livros técnicos;
* Almoço grátis!
* Fazer algo significativo com a sua vida e mudar o mundo!

Como se candidatar
Mande um email com currículo para vagas@umamao.com. Neste email,
descreva brevemente por que você é a pessoa certa para esta vaga.
Cidade
Campinas - SP
Empresa
Umamão
Palavras chave
rubyonrails ruby_on_rails ruby tdd bdd rspec cucumber
continuous_deployment mongodb c++ git javascript jquery websockets
html5 comet scrum agile senior.

Estágio Clic Interativa

Estágio Desenvolvedor Web na Clic Interativa em Limeira.
http://www.clicinterativa.com.br

Conhecimento:
- Lógica de Programação
- Estrutura de Dados
- Web Standards
- HTML / XHTML
- CSS
- PHP
- MySQL

Extras:
- AJAX
- Framework (Cake, Zend, Code Integer)
- PostgreSQL
- Objective-C
- ActionScript
- API (Mídias Sociais)
- API (Google)

Enviar CV para: contato@clicinterativa.com.br

Vagas Especialista Datasul

O SECONCI-SP (www.seconci-sp.org.br) está em busca de profissionais com experiência nos módulos de Compras, Recebimento e Estoques do Datasul EMS 206/506. Veja detalhes da vaga abaixo...

Os interessados devem entrar em contato com Kássia através do email projetoEMS@seconci-sp.org.br informando a posição de interesse.

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CONSULTOR ESPECIALISTA EM DATASUL (Compras, Estoque e Recebimento)
- Projeto com duração de um ano
- Contratação PJ
- Local de trabalho: São Paulo - Perdizes (Zona Oeste, próximo ao metrô Barra Funda)
- Obrigatória experiência com os módulos de compras, recebimento e controle de estoques do sistema Datasul EMS 206/506
- Desejável experiência em projetos de integração entre estes módulos e sistemas legados
- Desejável vivência em instalações Progress e Oracle

PROGRAMADOR PROGRESS

- Projeto com duração de 4 a 6 meses
- Contratação PJ
- Local de trabalho: São Paulo - Perdizes (Zona Oeste, próximo ao metrô Barra Funda)
- Obrigatória experiência com programação Progress e construção de programas específicos para o Datsul EMS 206/506.
- Desejável experiência em projetos de integração entre Datasul e sistemas legados, em ambientes Progress e Oracle

sábado, 12 de março de 2011

Internet: Tecnologia e Negócios

O que conhecemos hoje como Internet na verdade não é uma entidade única, temos como base uma infra-estrutura de comunicação definida pela interconexão de várias redes de computadores, ou seja, na sua base a Internet é uma rede de redes de computadores. Em cima dessa rede temos um conjunto de protocolos que permitem que os computadores conversem entre si e se entendam mutuamente. Esses protocolos são utilizados por aplicativos desenvolvidos para fins específicos e efetivamente utilizados pelos usuários finais.

Todo esse emaranhado tecnológico não surgiu da noite para o dia, ele vem sendo desenvolvido e melhorado a muitas décadas. A Internet tem suas origens no início da década de 60 durante a guerra fria, surgiu de uma necessidade militar caraterizada pela manutenção da capacidade de comunicação, mesmo que degradada, durante um ataque direto a essa infra-estrutura. A utilização exclusivamente militar da infra-estrutura tornou-se economicamente inviável e a Internet passou para o domínio acadêmico. Tanto a necessidade militar como o uso acadêmico subseqüente determinaram várias características que persistem até hoje na Internet.

Nessa primeira fase a Internet era utilizada apenas para troca de mensagens (emails) entre os pouco usuários. A popularização da Internet se deu a partir de meados da década de 90. Em 1993 foi lançado o primeiro navegador da Internet, chamado Mosaic, ainda assim até quase o final daquela década eram poucas as empresas que mantinham páginas na Internet e seu uso ainda era primordialmente centrado no ambiente acadêmico.

O final da década de 90 é marcado por um evento que se chamou de a nova corrida do ouro, ou a corrida do ouro tecnológica. Finalmente a Internet havia caído no gosto dos capitalistas de risco e muitos empreendedores surgiram e conseguiram capital para colocar seus planos de negócio em prática. Diariamente os jornais apresentavam reportagens sobre os novos milionários dessa onda. Esse movimento foi possível graças ao surgimento de linguagens e ambientes de programação que permitiam a construção de ambientes interativos na Internet. Agora além de poder ler informação de uma página da Internet também era possível interagir com essa página, enviar informação para ela, e receber de volta uma nova página que refletia uma resposta do sistema às informações que eu havia enviado.

Naquela época a infra-estrutura ainda era muito cara e as empresas dot-com, como se convencionou chamar as empresas voltadas unicamente para operar na Internet, precisavam investir muito para garantir a disponibilidade de banda para seu negócio. Como havia capital para investimento abundante, muito dinheiro foi investido na construção da infra-estrutura.

Infelizmente o sonho durou pouco, rapidamente as empresas dot-com mostraram-se inviáveis para além dos limites definidos por seus recursos de investimento. Ou seja, elas não eram capazes de se sustentar financeiramente sozinhas. Isso gerou a quebra de um grande número de empresas dessa época. O que ficou conhecido como o “Estouro da bolha” (da Internet). O que foi ruim para alguns foi muito bom para outros. Com a infra-estrutura e a mão de obra especializada disponível, deixadas para trás pelas empresas que quebraram, novos empreendedores surgiram, com planos de negócios mais viáveis e puderam iniciar suas operações a um custo inicial muito mais razoável. Isso deu origem a uma nova onda de empresas de Internet.

Essa nova fase da Internet é fortemente embasada na formação de grandes comunidades de usuários com o objetivo de se explorar a comercialização de espaços publicitários. Ou seja, as empresas percebem que cobrar taxas dos usuários da Internet não é um negócio tão atrativo quanto conseguir muitos usuários (com acesso gratuito) e cobrar para veicular material publicitário para esses usuários. Desde então os investimentos em publicidade direcionados à Internet vem crescendo e essa mídia já começa a desbancar mídias mais tradicionais como Jornais, Rádio e a TV por assinatura.

A característica interativa da Internet exige uma maior preocupação com formatos e posicionamentos da publicidade nos sites. Ainda existe uma carência de informações sobre quais são os melhores formatos e onde inserir a publicidade para conseguir um maior retorno do investimento. Em uma revista física o leitor percorre a revista uma folha de cada vez. A maior parte dos anúncios publicitários vão aparecer em uma ou mais dessas folhas e as informações que se deseja transmitir para o leitor já estarão todas lá. Na Internet não temos essa forma seqüencial para percorrer o conteúdo, o visitante de um site tem muito mais flexibilidade para navegar. Outra diferença é que os anúncios são em geral links para mais conteúdo, não contendo de inicio toda a informação que se deseja passar para o visitante.

No entanto uma das principais vantagens que se observa no ambiente da Internet em relação aos demais meios de comunicações, está relacionada à sua extraordinária capacidade de fornecer informações precisas sobre o acesso aos anúncios publicitários e sobre o comportamento dos usuários online.

Estamos vivendo a “Era Social” da Internet, onde a briga está em conseguir atrair usuários para esta ou aquela rede social, fornecendo ferramentas úteis para atrair esses usuários. A força da Era Social da Internet se revela nos sites de compras coletivas que estão surgindo atualmente, eles só são possíveis porque as pessoas não estão apenas online, elas estão online e conectadas com outras pessoas online. A informação passa de uma para muitas de forma muito rápida.

Não sei o que vem pela frente, mas acredito que as pessoas que entenderem de tecnologia e de negócios estarão em vantagem no mundo que se define para nós nas próximas décadas (ou semanas).

Prof. Dr. Plínio R. S. Vilela

twitter.com/pliniovilela
Coord. Esp. Engenharia de Software

Coord. Mestrado em Ciência da Computação
Universidade Metodista de Piracicaba

Reproduções:
Jornal A Tribuna - Piracicaba - São Pedro - Rio das Pedras